La Fura dels Baus dão espetáculo no SBSR
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- Criado em 04 junho 2018
- Escrito por Vera Ferreira

La Fura dels Baus regressam ao Parque das Nações, em Lisboa, 20 anos depois de terem atuado na EXPO'98. Grupo catalão apresenta o espetáculo "IN-OUT // OUT UP", desenhado exclusivamente para o Super Bock Super Rock. Para ver a 21 de julho.
Uma performance cheia de metáforas poéticas, que conciliará música ao vivo, dança aérea, fogo-de-artifício, grandes elementos, interação com o público, fogo e água para um espetáculo grandioso. O espetáculo "IN-UP // OUT-UP" é composto por duas partes, explorando o melhor dos diversos ambientes que caracterizam o actual formato assumidamente urbano do Super Bock Super Rock: uma parte indoor, e outra ao ar livre. «Os portugueses que preparem os pescoços para olhar para cima», avisa Miki Espuma, diretor desta companhia teatral.
INDOOR:
A cantora de flamenco Mariola Membrives vai levantar voo sobre o público, dentro do Palco Super Bock. Da indumentária fazem parte saias com 8 metros de comprimento e a sua voz única e poderosa. Caráter e vertigem: o prelúdio perfeito para a Rede Humana Interna, que surgirá entre o público, com a música e os efeitos sonoros criados especialmente e tocados ao vivo por Miki Espuma. Serão momentos e coreografias muito plásticas e visuais, cheios de metáforas do quotidiano. Esta primeira parte será o embrião do que se poderá ver depois, ao ar livre.

AO AR LIVRE:
Tirando partido do corredor existente da água que marca o cenário do Parque das Nações, um Transformer, juntamente com uma comitiva de personagens de fogo, vai passear entre o público em busca da sua amada, Mariola Membrives, que estará à sua espera no telhado. Nesse momento, já a usar outro vestido majestoso, a cantora de flamenco vai aceitar a oferta do Transformer, e sentar-se ao seu colo no meio de uma história de amor, enquanto canta uma linda canção. Toda esta sintonia despertará um enorme Cilindro Humano, formado por 42 pessoas, a dançar em uníssono, que entrará na água. Dançando para todo o público. À medida que a coreografia avança, esse cilindro humano começa a transformar-se numa rede, uma imensa Rede Humana, que se forma por cima da água, onde toda a energia, sintonia e cooperação dos artistas é refletida. A metáfora visual de que a união faz a força. A Rede Humana será formada por artistas da EPAOE - Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo do Chapitô.