Conhecer o mundo, para escolher um destino

  

shutterstock 294763520

Perante uma oferta diversificada, mesmo que saibas qual a área que queres seguir, podes não ter a certeza de qual o país mais adequado para continuar os estudos. Alguma informação pode ser-te útil: partindo da descrição dos movimentos dos estudantes portugueses nos últimos anos e passando por alguns detalhes sobre os países mais escolhidos.

Segundo dados da UNESCO, os cinco países mais escolhidos pelos estudantes portugueses são França, Reino Unido, Espanha, Estados Unidos e Brasil.  

França

2608-1273394391lcw2

Em todo o mundo, apenas os Estados Unidos e o Reino Unido atraem mais estudantes internacionais do que ensino superior francês (cerca de 271 mil, segundo os dados da UNESCO). O seu sistema é caracterizado por uma grande quantidade de estabelecimentos. Somente em Paris e na sua zona suburbana, por exemplo, podemos encontrar 13 universidades. 

As instituições de ensino superior francesas dividem-se em três tipos: Universidades Públicas (nas quais estão inscritos 80% dos 2,2 milhões de estudantes do ensino superior francês), 250 Grandes Écoles (“Grandes Escolas”, privadas e públicas, sobretudo centradas nas áreas da gestão e da engenharia) e as Escolas de Arte e Arquitetura (com 60 escolas públicas no ramo das artes e 20 na arquitetura).

Dos 2,2 milhões de estudantes existentes em França, 80% estão inscritos nas universidades públicas do país. O sistema de educação superior francês conta ainda com a presença de diversas universidades estrangeiras como a University of London de Paris ou a American University de Paris.

 

Reino Unido

big-ben

O número de estudantes estrangeiros inscritos no Reino Unido representa cerca de 20% do seu número total de alunos matriculados (quase 3 milhões). Este é um dado que se compreende, tendo em conta que, segundo o ranking publicado pela QS – Top Universities, de entre as seis melhores universidades do mundo, quatro estão localizadas no Reino Unido. Por outro lado, de acordo com o British Council, as qualificações lecionadas “são mais geralmente mais curtas que noutros países”, o que permite contrabalançar as despesas relacionadas com propinas e custo de vida que, em regra, são relativamente elevadas.

Existem algumas diferenças entre os sistemas de educação dos estados constituintes do Reino Unido, contudo, todos mantêm uma base similar. A nível das suas instituições de ensino superior, os seus dois principais tipos de instituições são as universidades e os colégios universitários que diferem, sobretudo, ao nível da dimensão: as universidades tendem a ser maiores, com a sua ação dividida entre o ensino e a investigação.

 

Espanha

toledo-cathedral

Espanha recebe por ano, em média, cerca de 75.000 estudantes estrangeiros, sendo considerado um mercado emergente de mobilidade estudantil internacional. Para além de, devido à proximidade linguística, ser procurada por milhares de estudantes sul-americanos, as universidades espanholas demonstram-se ainda apelativas para alunos vindos de alguns países europeus, nomeadamente Itália, França e Portugal.

Em 2013/2014, o sistema universitário espanhol integrava 82 universidades, das quais 50 eram públicas e 32 privadas. Tanto a organização do seu sistema de educativo superior como a estruturação da oferta, são bastante semelhantes à portuguesa, sendo que o ensino superior espanhol contempla também uma estrutura virada para o ensino vocacional/profissional (ensino politécnico). Uma das diferenças prende-se com a escala de avaliação que em Espanha se divide entre o 0 e o 10.

 

Estados Unidos

empire-state-building-13656030316Td

Com cerca de 800.000 estudantes estrangeiros matriculados, os Estados Unidos são o país com maior número de alunos internacionais inscritos. Este número representa, no entanto, apenas 4% do universo geral dos estudantes americanos, tendo em conta os seus 21 milhões de estudantes. Os alunos internacionais são sobretudo oriundos da China (210.000 alunos), da Índia (97.000 alunos), da Coreia do Sul (70.000 alunos) e da Arábia Saudita (33.000 alunos).

Estruturalmente, o sistema de ensino superior americano divide-se em quatro tipos de instituições: universidades públicas e privadas, colégios de artes liberais (com enfâse nas áreas das artes e das ciências) e colégios comunitários (virados para cursos mais curtos e vocacionais, sobretudo destinados aos habitantes locais).

Na maioria dos rankings internacionais, as universidades americanas dominam o top-10, como, por exemplo, no QS – Top Universities e no THE Ranking, com seis e sete presenças, respetivamente.

 

Brasil

guanabara-bay-in-rio

O principal requisito para ser aceite numa universidade brasileira é o domínio da língua portuguesa. O sistema de ensino superior no Brasil é composto por entidades públicas e privadas, sendo dividido por diversos tipos de instituições: universidades, centros universitários, faculdades, institutos superiores e centros de educação tecnológica.

O Estado brasileiro promove ainda alguns projetos tendo em vista o apoio ao acesso de estudantes estrangeiros ao ensino superior, como é o caso do Projeto Milton dos Santos (Promisaes), que procura estimular a cooperação entre o Brasil e outros países (em especial africanos) nas áreas da educação e cultura, através do financiamento a estudantes estrangeiros.

Relativamente às opções curriculares, existem várias opções, contemplando ainda formações como o “bacharelado” (3 a 6 anos) e formações mais curtas como o “tecnologia” (3 a 4 anos, tendo em vista a especialização profissional).